Preço do Eucalipto é melhor do que Pinus no PR

eucalipto

Produzir eucalipto no Paraná é melhor do que produzir pinus. Isto é o que mostram os números do Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria de Estado da Agricultura. O preço de pinus vem caindo enquanto que o de eucalipto vem subindo ao longo dos anos. As toras de eucalipto em pé passaram de R$ 82,00 o metro cúbico para R$ 95,00 entre abril de 2012 e julho deste ano (alta de 15%). Já as toras de pinus em pé subiram  de R$ 80,00 para R$ 84,00 o metro cubico no mesmo período (alta de apenas 5%). O eucalipto se desenvolve mais rápido e, além da venda, o pequeno produtor consegue usar o eucalipto como lenha, energia para a secagem de grãos e também no sistema lavoura pecuária e floresta, dando conforto aos animais com sombreamento. (SEAB)

Abaixo um histórico de reais por metro cúbico das toras de eucalipto para a região sul e sudeste.

Período R$/m³
12/2010 525
01/2011 525
02/2011 600
03/2011 600
06/2011 500
08/2011 550
12/2011 500
04/2012 625
07/2012 650
09/2012 650
12/2012 600

eucalipto

Veja também: Financiamento de plantio de eucalipto

Aumento de renda para produtor rural.

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Influência do eucalipto em nosso meio ambiente.

Atualmente a silvicultura, como é chamado o cultivo de florestas comerciais, está em forte expansão pelo Brasil. O cultivo de florestas comerciais, nas proximidades de áreas nativas, comprovadamente contribui para o equilíbrio do ecossistema silvestre. A maior contribuição das florestas comerciais está relacionada à conservação dos solos, principalmente em solos mistos e frágeis em que o processo erosivo é bastante acentuado. Nessas áreas, as florestas comerciais adotam uma postura de proteção aérea, amortizando o impacto das chuvas no solo através de suas copas e da proteção radicular (raízes) que a planta exerce na contenção da sedimentação do solo.

Fundamentalmente, junto às culturas comerciais ocorrem a estabilização dos microclimas e uma consequente regularidade dos ciclos hidrológicos, fator muito favorável em relação às quantidades de chuvas nessas regiões. Concluindo, sobre o mito de que o eucalipto absorve quantidades exorbitantes de água, essa tese é absolutamente equivocada. Alguns estudos apontam para uma outra realidade, sendo que o eucalipto, por ser uma espécie arbórea, depende mais do processo de fotossíntese (reação química dos vegetais utilizando gás carbônico + energia solar + água = oxigênio + água) para seu crescimento, sendo que 70% dos nutrientes estão na própria planta. Além disso, outras culturas absorvem mais água que o eucalipto por não terem as mesmas características metabólicas que o eucalipto possui. 

Adaptado de: jcnet

Leia também: Rentabilidade de floresta plantada.

Eucaliptos, 100 anos de divergências e produtividade.

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Portucel. 15 mil novos empregos dependem de 40 mil hectares de eucaliptos.

A Portucel quer construir uma nova fábrica em Portugal, mas para isso precisa garantir matéria-prima suficiente para fornecer a unidade fabril. E quer a ajuda do governo.

A empresa tem três unidades fabris no país, mas importa mais de metade da matéria-prima de que necessita, com uma qualidade abaixo da nacional e ao dobro do preço.

O presidente da Portucel, Pedro Queiroz Pereira, considera que “é possível valorizar muito melhor do que tem sido feito o potencial florestal de Portugal”, mas, como não tem surgido “o impulso dinamizador”, continua “a desperdiçar-se um recurso renovável”.

Sobre o assunto, a empresa apenas fez saber que “a análise de projetos de expansão faz parte de um processo de avaliação de oportunidades de desenvolvimento que contempla a necessidade de garantir a sustentabilidade do modelo de negócio”.

A empresa lembrou ainda que o grupo “finalizou um plano de investimentos em Portugal de mil milhões de euros, manifestando claramente a sua capacidade empreendedora e o seu contributo para o desenvolvimento do país”.

Para se tornar auto-suficiente, a empresa precisaria de produzir, cerca de 40 mil hectares de eucaliptos. Para alimentar uma nova fábrica seria necessário mais ainda. Neste caso o governo teria, que reduzir limitações em termos ambientais.

A nova fábrica poderia criar cerca de 15 mil novos postos de trabalho e  de acordo com os valores de mercado, o projeto poderá representar um investimento da ordem dos 2 milhões de euros.

A crise internacional afetou o setor, que em 2011 reduziu a sua acividade e levou ao fecho de fábricas na Europa e nos Estados Unidos. Não foi o caso da Portucel. O ano passado a empresa registrou novos máximos nas exportações e as vendas continuaram a crescer: mais 7,4% que em 2010, implicando o sacrifício de margens. O volume de negócios da empresa ficou perto de 1,5 mil milhões de euros.

O grupo florestal exporta 95% da sua produção para 115 países. No total representa cerca de 3% das exportações portuguesas de bens e quase 1% do PIB (produto interno bruto).

Atualmente, a companhia dá emprego direto a quase 2300 pessoas, tendo ainda sob sua alçada a gestão de 120 mil hectares de florestas.

Fonte: http://www.ionline.pt

Leia também: A silvicultura no Tocantins

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Tendência de rentabilidade das florestas plantadas.

As florestas plantadas, sejam para fins comerciais ou não, cumprem importante papel para a sociedade brasileira. Não apenas as grandes empresas plantam florestas, mas também o pequeno, o médio e o grande produtor vêm se dedicando a esta atividade.

A maior dificuldade para reflorestar para alguns produtores é o longo período de retorno do capital investido. Porém, está mais fácil para um produtor implantar florestas do que há 10 anos. Hoje existem programas de incentivos, fomento e também idéias como o cooperativismo, que estão mudando favoravelmente os aspectos culturais. O agricultor está deixando de ser imediatista e os aspectos ambientais e conservacionistas estão impulsionando a mudança de cultura, tornando cada vez mais importante o componente florestal na sua realidade, favorecendo a sustentabilidade da propriedade agrícola.

Para realizarmos uma análise da tendência da rentabilidade de um reflorestamento, utilizamos as informações do SEAB-PR de dados de preços pagos ao produtor rural em Setembro de 2011. E para formação dos Custos do plantio e manutenção utilizaremos informações de Estudo da Embrapa Florestas.

Preço pago ao produto 09/11

Preço pago ao produtor 09/11 SEAB

Custos Embrapa Florestas

Para verificar se o empreendimento é rentável, analisaremos os seguintes itens:

VP: é o valor presente do fluxo de caixa descontado pelo CC.

Valor que existe na data zero.

CC: É o custo do capital do projeto, neste caso é uma taxa comparativa com o rendimento de uma poupança.

TIR: Taxa Interna de Retorno.

         É a taxa necessária para igualar o valor de um investimento (valor presente) com os seus respectivos retornos futuros ou saldos de caixa. Sendo usada em análise de investimentos significa a taxa de retorno de um projeto.

VPL: Valor Presente Líquido

         Cálculo capaz de determinar o valor presente de pagamentos futuros descontados a uma taxa de juros apropriada, menos o custo do investimento inicial.

Payback: é o tempo decorrido entre o investimento inicial e o momento no qual o lucro líquido acumulado se iguala ao valor desse investimento.

Os cálculos abaixo são referentes a um plantio de Pinus sp. Coletando as informações de preços pagos ao produtor ao 6º, 13º e 20º ano incluindo os diferentes usos da madeira com o aumento do seu diâmetro (sortimento).

Em nível de exemplo, apresentamos valores líquidos (livres de impostos) e sem o valor do custo da colheita para exemplificar facilmente os cálculos do demonstrativo.

Tabela fluxo financeiro

Segundo a tabela acima, o investimento deve ser aprovado, pois a TIR de 29% ao ano cobre o custo do capital empregado de 8% ao ano.

Analisando o VPL, o valor de R$ 13.461,08 por ser positivo significa um investimento onde o fluxo de caixa das entradas de dinheiro supera o fluxo de caixa das saídas de dinheiro.

O Payback merece uma análise mais criteriosa sobre a tomada de decisão. Neste exemplo, o payback ocorrerá entre o 11º e o 12º ano de investimento, quando for realizado o segundo desbaste com toras de maior bitola. Após este desbaste, o investidor terá apenas lucros sobre investimento.Os valores apresentados serão muito maiores do que a mesma quantia investida em uma conta poupança ao término do ciclo produtivo.

Comparando o mesmo investimento inicial com a aplicação mais popular entre os brasileiros (Poupança) R$1214,00 ao término dos 20 anos o investidor teria acumulado o montante de R$3.763,59 e uma TIR de 6%.

Os consultores da Sisflorestal e seus parceiros possuem grande experiencia em implantações de florestas e análise completa de viabilidade econômica de plantios comerciais.

 

Texto elaborado por Luis Balloni.

Engenheiro Florestal consultor Sisflorestal.

 

 

Referencias:

http://www.ipef.br/silvicultura/plantio.asp
http://www.4eetcg.uepg.br/oral/47_1.pdf
http://www.florestalouroverde.com.br/florestalouroverde.com.br_rentabilidade_eucalipto.pdf
http://www.agricultura.pr.gov.br/
http://www.cnpf.embrapa.br/

Eucaliptos, 100 anos de divergências e produtividade

Devido a suas características adaptativas o eucalipto tem sido uma das arvores mais plantadas e comentadas no mundo.

Essa espécie originaria da Austrália começou a fazer parte da historia em meados de 1774, quando segundo historiadores, foi introduzido na Europa em 1843 foi iniciando os primeiros plantios da espécie na Índia e em 1829 na África. Já no nosso país, somente em 1904 foram registrados os primeiros experimentos silviculturais desta árvore.

Responsável hoje pelo abastecimento da maior parte do setor industrial, o eucaliptos se destaca em vários aspectos:

  • Características silviculturais desejáveis, como bom incremento, facilidade a programas de manejo e melhoramento, tratos culturais, desbastes, desramas etc.
  • Grande plasticidade do gênero, devido à grande diversidade de espécies, adaptando às mais diversas condições;
  • Elevada produção de sementes e facilidades de propagação vegetativa;
  • Adequação aos mais diferentes usos industriais, com ampla aceitação no mercado.
  • Grande vantagem estratégica  se comparada produtividade com outros países produtores.

Por que o assunto que trata do eucalipto e seus efeitos ambientais são tão polêmicos?

As discussões sobre esse assunto data desde 1984, quando foi realizado na India o primeiro simpósio a respeito de plantações de eucalipto. Em dezembro de 1984, a FAO (Food and Agriculture Organization), através de seu Departamento Florestal, organizou uma reunião em Roma com a finalidade de promover uma discussão aprofundada sobre o problema, da qual resultou a publicação The Ecological Effects of Eucalyptus (Poore e Fries, 1985), e se segue no tempo artigos referente ao assunto, com inclinações para ambos os lados.

Não se sabe ao certo o elemento-chave desse relacionamento com a espécie, existem teorias que isso se deve à palavra “exótica”, pois, fora da Austrália, o eucaliptos trata-se de um elemento estranho ao ambiente, isso em qualquer outra parte do planeta.

Como uma espécie “alienígena” ao meio, acabou se tornando o principal alvo de especulações como a crença generalizada de seu poder milagroso contra a malária, e vários  apelidos como “diamante dos bosques”, “triunfo do bem sobre a terra”, “árvore balsâmica”,”deserto verde”, “seca o solo”etc.

A literatura sobre o assunto é extensa e vai desde relatos improváveis como o consumo diário de 82 litros de água por árvore (Franco e Inforzato 1950), emotivos, equivocados e hipóteses, como Sá (1952) que levanta a idéia do ambiente árido da Austrália ser causa da espécie nativa de lá, até estudos que comprovam os benefícios da espécie na proteção ao solo e que mostra que  a capacidade de absorção de agua é equivalente ou menor a outras culturas como pecuaria ou soja.

Indiferente dos prós e contras que são discutidos é interessante levar em considerações  a necessidade dessas especie no combate ao desmatamento, pois sua alta produtividade é capaz de suprir a demanda mundial e assim atenuar a pressão sobre as florestas nativas, sem falar do efetivo sequestro de CO2 da atmosfera devido à seu rapido crescimento.  Mesmo que seja polemico, o eucalipto é hoje uma das alternativas mais viaveis, cumprindo bem seu papel, é importante que haja maior conscientização e menor radicalismo de toda a sociedade, no sentido de atender às suas necessidades atuais e propiciar melhores condições para as gerações futuras.

Texto adaptado por Raphael A. Mariano.

Engenheiro florestal consultor da Sisflorestal.

Fonte “Eucalipto – 100 Anos de Brasil ” -Alexandre Bertola