Portucel. 15 mil novos empregos dependem de 40 mil hectares de eucaliptos.

A Portucel quer construir uma nova fábrica em Portugal, mas para isso precisa garantir matéria-prima suficiente para fornecer a unidade fabril. E quer a ajuda do governo.

A empresa tem três unidades fabris no país, mas importa mais de metade da matéria-prima de que necessita, com uma qualidade abaixo da nacional e ao dobro do preço.

O presidente da Portucel, Pedro Queiroz Pereira, considera que “é possível valorizar muito melhor do que tem sido feito o potencial florestal de Portugal”, mas, como não tem surgido “o impulso dinamizador”, continua “a desperdiçar-se um recurso renovável”.

Sobre o assunto, a empresa apenas fez saber que “a análise de projetos de expansão faz parte de um processo de avaliação de oportunidades de desenvolvimento que contempla a necessidade de garantir a sustentabilidade do modelo de negócio”.

A empresa lembrou ainda que o grupo “finalizou um plano de investimentos em Portugal de mil milhões de euros, manifestando claramente a sua capacidade empreendedora e o seu contributo para o desenvolvimento do país”.

Para se tornar auto-suficiente, a empresa precisaria de produzir, cerca de 40 mil hectares de eucaliptos. Para alimentar uma nova fábrica seria necessário mais ainda. Neste caso o governo teria, que reduzir limitações em termos ambientais.

A nova fábrica poderia criar cerca de 15 mil novos postos de trabalho e  de acordo com os valores de mercado, o projeto poderá representar um investimento da ordem dos 2 milhões de euros.

A crise internacional afetou o setor, que em 2011 reduziu a sua acividade e levou ao fecho de fábricas na Europa e nos Estados Unidos. Não foi o caso da Portucel. O ano passado a empresa registrou novos máximos nas exportações e as vendas continuaram a crescer: mais 7,4% que em 2010, implicando o sacrifício de margens. O volume de negócios da empresa ficou perto de 1,5 mil milhões de euros.

O grupo florestal exporta 95% da sua produção para 115 países. No total representa cerca de 3% das exportações portuguesas de bens e quase 1% do PIB (produto interno bruto).

Atualmente, a companhia dá emprego direto a quase 2300 pessoas, tendo ainda sob sua alçada a gestão de 120 mil hectares de florestas.

Fonte: http://www.ionline.pt

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